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  • MPRO restabelece no STF condenação de ex-deputado estadual envolvido na Operação Dominó

    MPRO restabelece no STF condenação de ex-deputado estadual envolvido na Operação Dominó

    Acolhendo recurso do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), o Supremo Tribunal Federal (STF) restabeleceu, na última quinta-feira (10/9), condenação de ex-deputado estadual envolvido na Operação Dominó.

    A atuação no caso foi conduzida pela Subprocuradoria-Geral de Justiça Jurídica, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Núcleo de Recursos (Nure) do MPRO, que apresentaram recurso ao STF para reverter a decisão que havia afastado a condenação, no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ao analisar o recurso, a Suprema Corte acolheu os argumentos do Ministério Público.

    Entenda o caso

    Em 2019, mediante atuação do MPRO, o Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO) condenou o ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa, Mauro de Carvalho, pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e 43 ocorrências de peculato, praticados entre 2004 e 2005. O parlamentar foi sentenciado à pena de 14 anos, 7 meses e 20 dias de reclusão, além de 583 dias-multa.

    Anulação no STJ e declaração de prescrição

    Após sofrer a condenação, a defesa impetrou Habeas Corpus no STJ, alegando que o Tribunal Pleno seria internamente incompetente, ou seja, impedido legalmente de processar e julgar este caso específico por escapar às suas atribuições, segundo o regimento interno, e que a matéria deveria ter sido julgada pelas Câmaras Reunidas Especiais.

    O STJ acolheu o pedido e anulou o acórdão do Plenário do TJRO, determinando que outro julgamento fosse realizado pelo órgão fracionário.

    Em cumprimento à ordem do STJ, as Câmaras Reunidas Especiais do TJRO julgaram novamente o processo em 8 de agosto de 2024 e confirmaram a condenação do réu. Contudo, com o cancelamento do acórdão de 2019, o STJ considerou decorrido o prazo prescricional de 12 anos entre o recebimento da denúncia e a nova condenação de 2024, declarando a extinção da punibilidade do réu pela prescrição.

    Decisão definitiva do STF

    Ao analisar o Recurso Extraordinário 1.586.455/RO interposto pelo MPRO, a Ministra Cármen Lúcia deu provimento ao recurso, ou seja, aceitou os argumentos do MPRO, com base nos fundamentos de preclusão e ausência de prejuízo.

    A preclusão é a suposta incompetência regimental interna não foi suscitada pela defesa na primeira oportunidade em que falou nos autos (alegações finais em 2018), mas apenas após o julgamento de mérito desfavorável em 2019, operando-se a preclusão.

    Quanto à ausência de prejuízo, também denominada princípio pas de nullité sans grief, o fundamento foi de que o julgamento pelo órgão maior (Plenário) ofereceu vasto alcance de defesa em relação ao órgão menor (Câmara fracionária). Além disso, a manutenção da condenação no segundo julgamento provou que não houve prejuízo real ao réu.

    Restabelecido o marco prescricional, o STF cassou a decisão do STJ e restabeleceu o acórdão condenatório de 6 de maio de 2019, confirmando sua validade como marco interruptivo da prescrição e tornando sem efeito a declaração de extinção da punibilidade no dia 10 de setembro de 2026. Com essa decisão, ficou, então, mantida a punibilidade do réu.

    Gerência de Comunicação Integrada (GCI)
  • Lei em vigor reforça fiscalização sobre reparos em vias públicas de Porto Velho

    Lei em vigor reforça fiscalização sobre reparos em vias públicas de Porto Velho

    Buracos, cortes e valas provocados por intervenções de empresas em vias públicas da capital estão sendo acompanhadas pela Prefeitura de Porto Velho

    A fiscalização tem como base a Lei nº 3.410, que responsabiliza concessionárias e permissionárias pela recuperação dos trechos danificados.

    Na prática, as empresas responsáveis pelos danos devem executar os reparos e devolver as ruas, avenidas e demais logradouros públicos em condições adequadas de uso. A Seinfra acompanha os serviços e cobra o cumprimento das obrigações previstas na legislação.

    A norma também determina que as intervenções sejam comunicadas previamente à secretaria, com antecedência mínima de 72 horas. Em casos emergenciais, a comunicação deve ocorrer em até 24 horas após o início da obra, mediante justificativa.

    O secretário municipal de Infraestrutura, Liandro Loyola, destacou que a aplicação da lei fortalece a responsabilidade das empresas e contribui para a conservação das vias. “A fiscalização está atuando para garantir que os danos provocados por intervenções sejam devidamente reparados. Nosso compromisso é acompanhar esses serviços e assegurar que a população não fique prejudicada por obras que deixam as ruas em condições inadequadas”.

     

    “Nosso compromisso é garantir que as ruas e avenidas estejam em boas condições para a população. As empresas que realizam intervenções nas vias públicas precisam cumprir suas responsabilidades e entregar os serviços com qualidade. A fiscalização está sendo fortalecida para assegurar que os reparos sejam feitos dentro dos prazos e que os moradores não sejam prejudicados por obras que deixam buracos e danos no pavimento”, afirmou o prefeito Léo Moraes.

    Conforme a legislação, a recomposição do pavimento deve ser iniciada e concluída em até 10 dias corridos após o término da intervenção. Caso o prazo não seja cumprido, a empresa será notificada e terá até cinco dias adicionais para concluir o serviço ou apresentar justificativa técnica.

    Enquanto o reparo definitivo não for realizado, o local deverá permanecer devidamente sinalizado, garantindo a segurança de pedestres e motoristas.

    As empresas também são responsáveis pela qualidade do serviço durante 12 meses. Em caso de defeitos, o reparo deverá ser refeito sem custos adicionais. O descumprimento das regras pode resultar em multas progressivas, conforme o atraso, a reincidência e a gravidade do dano.

    Texto: Thaís Alves

    Edição: Secom

    Foto: Thaís Alves/ Secom

    Secretaria municipal de Comunicação (Secom)